A constante evolução das técnicas cirúrgicas para a instalação de implantes dentais osseointegrados faz com que hoje seja quase inimaginável a possibilidade de reabilitarmos um espaço edêntulo com um outro tipo de prótese, que não a implantossuportada.

O sucesso de uma reabilitação com implantes pode ser medido de diversas formas, mas para os pacientes, invariavelmente está diretamente ligado ao restabelecimento da função mastigatória, a estética e a longevidade do tratamento.

O atual nível de sofisticação dos exames de imagem, somados aos excelentes materiais regenerativos e técnicas cirúrgicas disponíveis permitem novas abordagens de tratamentos sobre a implantodontia e hoje sabemos que não só a instalação dos implantes, mas também a confecção e o tipo da prótese, desempenham um papel crucial para o sucesso da reabilitação. Por isso, o planejamento cirúrgico-protético é uma etapa chave para êxito do procedimento.

Mas afinal, o que é o planejamento reverso?

Durante muito tempo, acreditava-se que a chave para o sucesso de uma reabilitação protética estava no momento da instalação do implante. O foco era todo voltado na etapa cirúrgica, onde uma das maiores preocupações eram o tamanho do implante e a sua ancoragem, sempre na maior quantidade possível de osso. Muitas vezes, essa prática fazia com que a instalação do implante fosse realizada fora do posicionamento tridimensional ideal e a reabilitação protética era comprometida.

Hoje sabemos que para o sucesso da reabilitação, cirurgia e prótese precisam ser planejados simultaneamente. O cirurgião, de posse de todas as informações planejadas pelo protesista quanto ao posicionamento ideal dos futuros elemementos dentais define qual será o melhor tratamento cirúrgico, bem com o o número, dimensões e correto posicionamento dos implantes indicado para reabilitação daquele caso clínico.

Cronologicamente, a cirurgia vem antes da prótese, por isso o termo planejamento reverso, porque ele se inicia a partir da reabilitação protética, última etapa do processo.

E quais são os tipos de próteses implantossuportadas disponíveis?

Os tipos de próteses podem variar quanto a sua quantidade de elementos dentais (unitárias ou múltiplas, parciais ou totais), seu material de confecção (metaloplasticas, metolecerâmicas, zircônia, ect.) e tipo de retenção (parafusadas ou cimentadas).

A quantidade de elementos dentais vai depender de quantos dentes o paciente perdeu. Não necessariamente a quantidade de implantes será a mesma da quantidade de dentes da prótese, tudo vai depender da necessidade individual de cada paciente e, mais uma vez, do planejamento realizado.

O material de confecção e o tipo de retenção também está relacionada a individualidade de cada caso. E embora existam regras biomecânicas que regem a escolha, dificilmente existe apenas uma opção viável para a resolução de um caso clínico e a decisão precisa ser tomada pelo profissional com base nas características que mais atendam às necessidades individuais de seu paciente.

Com relação ao tipo de retenção, ambas apresentam vantagens e desvantagens.
A prótese parafusada tem como principal vantagem a possibilidade de ser facilmente removida sempre que o cirurgião julgar necessário. Como desvantagem, esteticamente é possível observar a cavidade por onde o parafuso é acessado e existe a possibilidade de desaparafusamento não intencional da prótese.

A próteses cimentada, por sua vez, apresenta vantagem estética, já que não é necessário um orifício para a passagem do parafuso. Por outro lado, a cimentação precisa ser feita com extra cautela para que não haja excesso de cimento nos tecidos peri-implantares. Outra questão importante é que caso seja necessário remover essa prótese, ela precisa ser desgastada e uma nova prótese precisa ser confeccionada para substitui-la.

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