Regeneração tecidual ou óssea guiada (RTG ou ROG, respectivamente) são termos utilizados para designar técnicas cirúrgicas que consistem na estimulação da formação óssea por meio da utilização de diferentes tipos de membranas, associadas ou não a substitutos ou enxertos ósseos.

Nesta técnica, as membranas atuam como um obstáculo, impedindo que células de tecido indesejáveis, como células do tecido conjuntivo gengival ou células epiteliais, povoem áreas onde espera-se que ocorra a formação óssea (1).

Durante muito tempo, as membranas de escolha para aplicação em RTG e ROG eram as membranas não reabsorvíveis, que tinham como principal vantagem o controle do tempo em que ficavam em posição, uma vez que era o cirurgião quem decidia qual o melhor momento para sua remoção. Por outro lado, a necessidade de uma nova intervenção cirúrgica para sua remoção fez com que crescesse o interesse pelo desenvolvimento de membranas absorvíveis que oferecessem bom desempenho mecânico, biocompatibilidade, baixa resposta inflamatória e principalmente, um tempo de reabsorção adequado (2).

As membranas absorvíveis podem ser de origem humana, ou homógena, de origem animal ou heterógena ou sintética.

As membranas heterógenas, de origem animal, são compostas principalmente por matriz colágena e apresentam um bom potencial de regeneração do tecido, uma vez que induzem vascularização, migração celular, adesão e formação de tecido conjuntivo. No entanto, essas membranas são difíceis de manusear, controlar, purificar e esterilizar, aumentando o risco de contaminação patogênica e viral, imunorreatividade e inflamação pós-implante grave.

Por sua vez, as membranas de origem sintética entregam os mesmos benefícios e indicações clínicas das membranas heterógenas, com a vantagem adicional de apresentarem ausência de imunogenicidade e baixíssimo potencial de transmissão de doenças (3).

Nesse sentido, os materiais sintéticos absorvíveis são considerados a vanguarda das matérias-primas para o desenvolvimento de dispositivos médicos implantáveis. Entre os destaques, temos a polidioxanona (PDO) também conhecida como PDS, poli-p-dioxanona, PDX ou PDDX, um polímero incolor sintético e absorvível utilizado desde os anos 80 para a fabricação de fios de sutura, pinos de fixação ortopédicos e mais recentemente, fios de sustentação para lifting facial, os famosos fios de PDO (4).

A polidioxanona é não antigênica e não pirogênica e induz uma reação mínima do tecido durante sua absorção pós-implantação, isso se dá graças ao seu processo de degradação por hidrólise, um processo inerente ao organismo humano, que clinicamente se traduz num processo de reabsorção completa do polímero que não contribui para a exacerbação do processo inflamatório pós-operatório. Outro ponto positivo é o seu tempo de absorção, bastante prolongado quando comparamos com as matérias-primas das membranas atualmente disponíveis no mercado.

Sempre em busca de novas tecnologias e do que há de mais moderno no mundo dos dispositivos médicos implantáveis, a Plenum traz em seu portifólio de Regenerativos a Plenum® Guide, uma membrana sintética reabsorvível de polidioxanona.

Um recente estudo realizado por Saska et al. (2021) demostrou uma grande quantidade de tecido ósseo recém-formado em defeitos ósseos induzidos cirurgicamente, excelente adesão, crescimento e capacidade migratória de células-tronco derivadas de tecido adiposo humano e sua diferenciação em células osteogênicas.

Morfologicamente, a Plenum® Guide mimetiza a morfologia da matriz celular, a complexa rede de proteínas e carboidratos que sustenta fisicamente as células que constituem os tecidos humanos. Apresenta estabilidade mecânica, grande estabilidade dimensional após o intumescimento, é fácil de ser manipulada e individualizada e apresenta um tempo de reabsorção que pode chegar a 9 meses.

Referências

Nyman, S. R., & Lang, N. P. (1994). Guided tissue regeneration and dental implants. Periodontology 2000, 4(1), 109–118. doi:10.1111/j.1600-0757.1994.tb00011.x

Greenstein, G. & Caton, J. G. (1993). Biodegradable barriers and guided tissue regeneration. Periodontology 2000, 1(1), 36–45. doi:10.1111/j.1600-0757.1993.tb00205.x

Saska, S.; Pilatti, L.; Silva, E.S.d.S.; Nagasawa, M.A.; Câmara, D.; Lizier, N.; Finger, E.; Dyszkiewicz Konwi ´nska, M.; Kempisty, B.; Tunchel, S.; et al. Polydioxanone Based Membranes for Bone Regeneration. Polymers 2021, 13, 1685. https://doi.org/10.3390/polym13111685

Martins JA, Lach AA, Morris HL, Carr AJ, Mouthuy PA. Polydioxanone implants: A systematic review on safety and performance in patients. J Biomater Appl. 2020 Feb;34(7):902-916. doi: 10.1177/0885328219888841. Epub 2019 Nov 26. PMID: 31771403; PMCID: PMC7044756.

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