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Membranas

Membranas Poliméricas Sintéticas e seu uso na odontologia

As membranas poliméricas sintéticas ao longo dos anos têm sido empregadas na área de Odontologia, principalmente com a abordagem terapêutica para regeneração óssea guiada. As principais indicações clínicas são para defeitos periodontais e peri-implantares, outros defeitos intraósseos como alvéolos dentários após extração e para reconstruções ósseas em associação com enxertos ósseos (autógeno, homógeno, heterógeno ou sintéticos), cujos defeitos ou regiões possuem estrutura óssea insuficiente para colocação de implante dentários. Assim, essas membranas funcionam como barreiras impedindo que os tecidos moles invadam (ou invaginem) nos locais a serem regenerados ou reconstruídos.

As membranas poliméricas sintéticas são biomateriais, as quais caracterizam-se por interagir com o organismo vivo sem induzir reações adversas no sítio de implantação ou sistemicamente.

Tipos de membranas sintéticas

As membranas poliméricas devem possuir alguns requisitos indispensáveis para agir como barreira física passiva: biocompatibilidade, propriedades oclusivas, capacidade de manutenção do espaço durante a neoformação óssea, integração tecidual e facilidade de uso. Sua função é promover a regeneração óssea de forma pre­visível, sem a presença de efeitos adversos, como por exemplo reação inflamatória crônica.

Elas podem ser absorvíveis (Plenum Guide) ou não absorvíveis. As não absorvíveis mantêm sua integridade estrutural e podem ser deixadas por muito tempo sobre os tecidos, na ausência de exposição na cavidade bucal. A desvantagem destas membranas é que requerem uma segunda intervenção cirúrgica para serem removidas. Porém, a previsibilidade de manutenção e suporte dos tecidos são fatores positivos destas membranas.

No entanto, as membranas absorvíveis mais utilizadas atualmente são compostas de colágeno de origem bovina ou porcina, ou seja, de origem heterógena. A Plenum Guide é uma membrana 100% sintética, composta de polidioxanona (PDO), altamente hidrofílica, ausência de “memória” e com excelentes propriedades mecânicas comparadas as membranas de colágeno. Além de membranas sintéticas, a Plenum possui em seu portfólio substituto ósseo sintético (biocerâmica bifásica), ou seja, nossos produtos são livres de qualquer tipo de contaminação cruzada, ausência de resposta imunogênica advindas de diferentes fontes de origem humana ou animal.

As maiores vantagens deste tipo de membrana são: manutenção do espaço favorecendo a osteopromoção, permitem uma vascularização precoce, são semipermeáveis a fluidos e nutrientes, e não há necessidade de uma segunda intervenção para a sua remoção.

Vantagens do uso das membranas sintéticas

Por se tratar de uma barreira, a qual recobre algum tipo de preenchimento intraósseo ou reconstrução óssea, as membranas poliméricas sintéticas permitem uma regeneração óssea confiável, previsível e formação óssea com segurança e eficácia.

No caso de instalação de implantes com a associação de enxertos ósseos e membranas, quando as  utilizadas sobre enxertos ósseos, as membranas sintéticas garantem uma ótima integração e preservação do volume ósseo a ser regenerado em longo prazo. Pois, a membrana sintética evita invaginação dos tecidos moles e auxilia na estabilidade do enxerto ósseo (autógeno, homógeno, heterógeno ou sintético).

Membranas Particulados

Biomateriais na implantodontia: um caso de sucesso

 

Atualmente, com os avanços nas pesquisas e o desenvolvimento tecnológico de materiais sintéticos, o procedimento para a instalação de implantes dentários tem sido cada vez mais seguro e bem-sucedido. Os biomateriais são agem no organismo, substituindo ou sendo incorporados ao tecido ou órgão a ser regenerado/reconstruído.

Com o uso de biomateriais sintéticos na implantodontia, o tratamento pode ser feito em único procedimento cirúrgico com tempo reduzido, com menos dor (morbidade) e menor incidência de complicações pós-operatórias.

O uso de biomateriais particulados na Implantodontia

Os substitutos ósseos sintéticos, amplamente conhecido na Odontologia como biomateriais particulados, podem ser usados para preenchimento de defeitos ósseos, reconstrução da altura e espessura da mandíbula ou maxila, levantamento de seio maxilar, possibilitando uma instalação do implante dentário segura e eficaz, devolvendo ao paciente a função mastigatória e a estética do sorriso.

É importante observar que os biomateriais são poderosos adjuvantes no processo de neoformação óssea, mas não são os únicos responsáveis, de tal modo que, o processo reparação óssea se dá por um processo fisiológico único, que pode variar muito de pessoa para pessoa. Aliás, a própria qualidade do tecido ósseo que se formará vai variar conforme o tipo de biomaterial escolhido, as condições de saúde do paciente e da habilidade cirúrgica do implantodontista.

Assim, para aumentarmos os índices de sucesso do procedimento, devemos escolher um biomaterial que não induza resposta imunológica antígeno-anticorpo, não seja citotóxico ou carcinogênico, não impeça o fluxo sanguíneo e de nutrientes, e não leve a uma resposta inflamatória aguda intensa ou crônica. A demanda por biomateriais que agreguem essas características cresce de forma significativa a cada ano, principalmente os biomateriais de origem sintética.

Embora os enxertos autógenos (enxerto do próprio indivíduo) serem considerados o padrão “ouro” para enxertia óssea, estes enxertos apresentam certos inconvenientes como: intervenção cirúrgica em uma área doadora sadia; maior período de recuperação; maior susceptibilidade a infecções; e reabsorção progressiva e constante do enxerto ao longo do tempo. Dessa forma, a utilização do material sintético pode viabilizar um procedimento mais rápido e, ainda assim, com bom resultado para a instalação do implante.

Tipos de biomateriais na implantodontia

Várias são as classificações dos biomateriais utilizados na Implantodontia. De acordo com a compatibilidade que apresentam com os tecidos adjacentes, podem ser:

  • Biotolerados: caracterizam-se pela presença de tecido conjuntivo fibroso entre o implante e o tecido ósseo. Praticamente todos os polímeros sintéticos não absorvíveis e a grande maioria dos metais se enquadram nesta categoria.
  • Bioinertes: caracterizam-se por uma neoformação tecidual de contato com produto (implante). No entanto, não ocorre nenhuma reação química entre o tecido e o implante. Os implantes dentários são considerados bioinertes (osseointegração implante/tecido ósseo). Exemplos: alumina, zircônia, titânio, tântalo, nióbio e carbono.
  • Bioativos: caracterizam-se por promover uma reação fisico-química entre o implante e o leito recpetor, principalmente trocas iônicas entre o produto e interface com leito receptor (plasma sanguíneo e tecidos adjacentes) interferindo diretamente na osteogênese. Os principais materiais desta classe são as biocerâmica como: fosfatos de cálcio (hidroxiapatita e β-TCP) e vidro bioativos. – Subclasse: os absorvíveis, os quais caracterizam-se por, após em contato com os tecidos serem degradados por hidrólise ou ação enzimática, solubilizados ou fagocitados pelo organismo. Exemplos: produtos a base de polímero natural (colágeno, quitosana, ácido hialurônico entre outros), polímeros sintéticos [PLLA (poli-L-ácido láctico), PLGA (ácido poli(lático-co-glicólico), PDO (polidioxanona)] e biocerâmica (fosfato tricálcico (TCP), outras fases de fosfato de cálcio e vidros bioativos).

Classificação em relação à origem, podem ser:

  • Autógenos: obtidos de áreas doadoras do próprio indivíduo;
  • Homogêneos: obtidos de indivíduos de espécie semelhante ao receptor (por meio de banco de ossos, por exemplo);
  • Heterógenos: obtidos de indivíduos de espécies diferentes do receptor, sendo o mais comum a fonte bovina, suína ou equina;
  • Sintéticos ou aloplásticos: podem ser metálicos, cerâmicos ou poliméricos.