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Componentes

PEEK na Odontologia

O que é PEEK?

O PEEK (poliéter-éter-cetona) é um polímero (plástico), não absorvível e altamente biocompatível. Este polímero foi sintetizado pela primeira vez na década de 70 e desde então tem sido amplamente utilizado em cirurgias ortopédicas, em particular, em implantes de coluna.

Ganhou destaque na odontologia graças a propriedades muito atrativas como biocompatibilidade, deformação elástica, bom polimento superficial, coloração e compatibilidade com resinas odontológicas.

A Plenum utiliza PEEK na confecção de seu Cicatrizador, Componente Provisório e Componentes Digitais. Vamos entender um pouco mais sobre as propriedades que chamaram a nossa atenção e que vão fazer toda a diferença na sua prática clínica?

Deformação elástica

Deformação elástica ou transitória é a capacidade que um material tem de retornar a sua forma original após ser comprimido ou pressionado, é o fenômeno que observamos quando utilizamos uma mola, por exemplo.

Essa propriedade faz com que os componentes protéticos fabricados em PEEK tenham a capacidade de absorver os impactos das forças mastigatórias em si mesmos, reduzindo o estresse transferido para o implante e consequentemente para o osso peri-implantar.

Polimento superficial

Após o processo de usinagem, o PEEK apresenta um excelente polimento superficial.

Para os cicatrizadores, essa é uma característica muito interessante, uma vez que esse acabamento dificulta a adesão de microrganismos e consequentemente retarda a formação da placa bacteriana, resultando numa reparação tecidual com menor índice de inflamação local e maior conforto para o paciente.

Apecto estético

O PEEK tem coloração opaca, branco acizentado. Sua coloração favorece as reabilitações provisórias da região anterior, já que a cor não interfere na estratificação das camadas de resina durante a confecção dos provisórios.

Compatibilidade com resinas

Por ser um polímero, o PEEK é compatível com todas as resinas odontológicas disponíveis. Por isso, é possível individualizar os cicatrizadores e capturar as próteses provisórias com resinas compostas, convencionais ou fluidas e resinas acrílicas ou bisacrílicas.

Implantes

O implante dental é para sempre?

Osseointegração e seu impacto no implante

A reabilitação dental por meio da instalação de um implante é um procedimento muito previsível, mas assim como acontece com qualquer outro dispositivo médico, se os cuidados necessários não forem aplicados, o implante pode se perder precoce ou tardiamente.

As falhas precoces estão associadas a intercorrências que levam a perda do implante que acontecem antes da instalação da prótese e as falhas tardias, após.

As falhas precoces estão relacionadas a intercorrências que impedem os implantes de osseointegrarem. Entre os achados mais comuns estão a ausência de estabilidade primária, problemas de saúde sistêmicos e a sobrecarga oclusal, por isso a escolha do implante é uma etapa muito importante para o sucesso do tratamento reabilitador, e deve ser realizada com base nos princípios cirúrgicos e protéticos consagrados pela implantodontia moderna.

As falhas tardias, estão mais associadas a falhas no planejamento protético e infecções locais, como a peri-implantite, uma infecção local causada pelo acúmulo de cálculo ao redor dos implantes, e que se não identificada e tratada a tempo, pode levar a perda do implante.

Mas o que é osseointegração?

O fenômeno de osseointegração foi observado e descrito pela primeira vez por Per-Ingvar Brånemark em 1965.  O autor a definiu como “uma conexão direta, estrutural e funcional entre o osso vivo, ordenado, e a superfície de um implante submetido a carga funcional”.

Muitas pessoas confundem o conceito de estabilidade primária com a osseointegração. A estabilidade primária refere se a uma ancoragem mecânica, dada pela macrogeometria dos implantes, já a osseointegração é um processo ativo e biológico.

A definição de Brånemark deixa claro que a superfície do implante deve estar em íntimo contato com um osso vital e maduro (“osso vivo, ordenado…”), e isso só é possível de ser observado após o período de organização e maturação do tecido ósseo sobre a superfície do implante instalado. Esse tempo vária de acordo com as condições de saúde do paciente e com o tipo de superfície do implante escolhido.  Em pacientes saudáveis, os Implantes da Plenum, por exemplo, podem ser submetidos a carga funcional a partir do 60º dia, isso graças as características micro e nano estruturais presentes em sua superfície e obtidas através da impressão 3D.

Como garantir a longevidade da reabilitação com implantes dentais?

Para garantir a longevidade da reabilitação com implantes dentais é preciso que o planejamento do tratamento seja personalizado, ou seja, realizado de acordo com as necessidades individuais e condição de saúde de cada paciente. Sabe-se que o tabagismo e o diabetes são importantes fatores de risco e que podem aumentar a chance de o paciente vir a perder os implantes, por isso, estas condições devem ser consideradas no planejamento.

O procedimento de instalação deve ser realizado por profissional habilitado, em ambiente estéril, de acordo com as recomendações do fabricante, principalmente no que diz respeito a sequência de fresagem. O cirurgião também deve estar atento as condições ósseas locais e ao posicionamento tridimensional do implante para que a prótese possa ser confeccionada e instalada adequadamente.

Outro ponto importante, e muitas vezes negligenciado por profissionais e pacientes é o acompanhamento. É importante que os pacientes estejam cientes da necessidade das consultas de manutenção, onde o profissional poderá avaliar as condições da prótese instalada, do tecido peri-implantar e poderá intervir precocemente no caso de alguma intercorrência. Os problemas associados a implantes dentais raramente levam a dor, por isso, muitas vezes quando o paciente percebe que algo não está bem, há pouco ou quase nada que possa ser feito para evitar a perda do implante.