Exibindo: 1 - 8 de 8 RESULTADOS
Componentes Implantes

O que é ser digital na odontologia.

Você já parou para pensar em como a tecnologia impactou a Odontologia nos últimos 50 anos?

Antes da internet, para conseguir acesso a um artigo científico, era necessário ir até a uma biblioteca especializada, consultar um catálogo, fazer a solicitação a bibliotecária, esperar a disponibilização do texto e só então, consumir uma informação que na maioria das vezes já estava desatualizada. Desde que o primeiro “www” foi digitado nos anos 90, a troca de informação passou a acontecer em tempo quase que real. Bastam poucos cliques para você estar diante das melhores (no plural!) referencias disponíveis sobre qualquer assunto.

Isso fez com que os profissionais pudessem evoluir coletivamente, e com eles os procedimentos, os produtos e as tecnologias disponíveis. Até a descoberta da osseointegração, quem poderia imaginar que um parafuso de titânio instalado no osso seria o tratamento mais previsível para reabilitar pacientes edêntulos?

A união entre a ciência da osseointegração e as inovações tecnológicas, trouxeram a odontologia para dentro da era digital fazendo com que os dentistas pudessem oferecer aos pacientes tratamentos seguros, previsíveis, realizados em um menor espaço de tempo, com maior conforto e menor morbidade.  

A odontologia digital agrega o que há de mais sofisticado em termos de método diagnóstico, software e equipamentos.

Através de um scanner intraoral, um primo caçula desses escâneres que a gente tem para papel em casa, adquirimos um arquivo que contém a cópia tridimensional de toda a cavidade oral do paciente. Adicione a esse arquivo, a uma tomografia computadorizada e insira-os em um software de planejamento e pronto. A partir daqui você pode observar em detalhes as estruturas anatômicas do seu paciente, planejar a posição ideal dos seus implantes e próteses além de poder coletar todas essas informações e transformá-las em guias cirúrgicas, próteses provisórias e definitivas.

Ser digital, é usufruir das inovações tecnológicas disponíveis para oferecer aos nossos pacientes tratamentos seguros, previsíveis, realizados em um menor espaço de tempo, com maior conforto e menor morbidade.

Componentes Implantes Membranas Particulados

Design Thinking

Você já percebeu que além da inovação nos produtos, as embalagens Plenum também foram pensadas para facilitar o seu dia a dia?

Isso acontece porque a Plenum aplica as mais sofisticadas ferramentas de Design Thinking no desenvolvimento de seus projetos, antecipando e solucionando grande parte das necessidades clínicas dos cirurgiões-dentistas.

O Design thinking é uma metodologia utilizada para o desenvolvimento de produtos que leva em consideração além do modo como ele será utilizado, suas limitações. Assim, conseguimos desenvolver projetos que além de um produto, ofereça uma solução para a real necessidade do cliente.

Um bom exemplo da aplicação dessa ferramenta no desenvolvimento de nossos produtos é o dispositivo em que o Implante Plenum é embalado. Ele permite que o cirurgião-dentista identifique através das cores da aleta qual é a plataforma do implante que está sendo utilizado. Isso porque essa aleta é confeccionada em titânio e anodizada conforme o color code adotado, sendo rosa para a plataforma SLIM e amarelo para a plataforma REGULAR. Assim, caso o procedimento envolva várias plataformas diferentes de implante, fica fácil identificar cada uma delas no campo cirúrgico.

A escolha do titânio como matéria-prima garante compatibilidade do material com o implante, prevenindo a ocorrência de possíveis alterações nas propriedades da sua superfície. Outro ponto importante é que o design da aleta proporciona uma posição mais confortável e segura para a captura do implante na chave de inserção e permite que o cirurgião-dentista tenha um local estéril e seguro para depositar o seu implante caso precise repreparar o sítio cirúrgico durante o procedimento ou sempre que julgar necessário, sem maiores dificuldades.

A embalagem do Plenum Osshp também foi desenvolvida através da aplicação de ferramentas de Design Thinking. Além de ser super fácil de ser aberta, evitando a queda e o desperdício do produto, vem armazenada num blister estéril que pode ser depositado diretamente no campo cirúrgico e utilizado para a manipulação do material, sem que a haja a necessidade de uma cuba cirúrgica para essa finalidade. Caso o cirurgião-dentista precise de mais um recipiente, a tampa do estojo também pode ser utilizada para essa finalidade. A Plenum pensa em todos os detalhes para que a sua experiência durante a utilização dos nossos produtos seja a mais satisfatória possível!

Componentes Implantes

Vantagens da impressão 3D para dentistas e pacientes

A tecnologia de manufatura aditiva, conhecida como impressão 3D está cada vez mais presente em diversos setores na fabricação de muitos objetos e dispositivos que utilizamos diariamente como: design de produtos, protótipos de objetos de decoração, joalheria, simulação de peças automotivas e até mesmo na área da saúde, em soluções médicas e odontológicas.

Na odontologia, a utilização dessa tecnologia possibilita inúmeros benefícios para os dentistas, principalmente com relação a materialização de planejamentos realizados digitalmente. A inserção das ferramentas digitais otimiza muitas etapas, aumentando a produtividade dos profissionais e a precisão dos tratamentos, devido a grande previsibilidade dos resultados clínicos que os softwares propiciam juntamente com a impressão 3D.

Quais as vantagens da impressão 3D para os profissionais da área?

Otimização do tempo

A otimização do tempo de consulta é um dos maiores benefícios decorrentes da utilização da tecnologia. O cirurgião dentista consegue realizar a produção de dispositivos como placas oclusais, alinhadores ortodônticos, modelos de trabalho, guias cirúrgicas e provisórias no ambiente clínico de projetos CAD (desenho assistido por computador) planejados na clínica ou remotamente por um laboratório. As etapas de confecção e logística dos trabalhos são reduzidas.

Trabalho personalizado

Uma das características de maior destaque da impressão 3D é a possibilidade de personalizar os dispositivos para as necessidades individuais de cada paciente. A manufatura aditiva permite a produção de geometrias complexas com pouca ou nenhuma limitação de forma, permitindo ao profissional o desenvolvimento de soluções diversas e multidisciplinares.

Economia de custos e elevação do lucro

Ao realizar algumas etapas de produção no consultório por meio da impressão 3D, o cirurgião-dentista agiliza os agendamentos, diminui a necessidade de correções e aumenta a precisão de seu trabalho.

A utilização do fluxo de trabalho digital permite rastrear a quantidade de material e recursos necessários para a fabricação dos trabalhos, otimizando o uso da matéria-prima de forma íntegra e sem desperdício.

Paralelamente, a fabricação de recursos por manufatura aditiva é reconhecida como sinônimo do que há mais de moderno no mercado. Com a evolução dos materiais dentários dedicados a impressão 3D, tratamentos eficazes com excelentes resultados são possíveis de serem realizados, valorizando o atendimento clínico.

Reconhecimento profissional

A inserção de novas tecnologias no ambiente de trabalho traz valor ao profissional que realiza o investimento e principalmente o apreço por parte dos pacientes. No atual mercado odontológico competitivo, é importante que os cirurgiões dentistas, assim como os laboratórios e radiologias busquem atualizar sua prática para que possam oferecer tratamentos com as opções mais atuais do mercado.

E para a saúde bucal dos pacientes?

A manufatura aditiva já tem revolucionado a prática odontológica, principalmente por possibilitar a confecção dos planejamentos realizados virtualmente com uma ampla gama de materiais que tem evoluído rapidamente. Com a inserção desta tecnologia na odontologia, os pacientes poderão beneficiar-se com:

Produtos de qualidade

As soluções digitais visam minimizar erros e possibilitar tratamentos mais precisos. E a manufatura aditiva propicia a produção de produtos precisos com qualidade, resistência e durabilidade.

O desenvolvimento dessa tecnologia permitiu a produção de implantes impressos, que além de serem uma solução inovadora, possuem uma qualidade biológica excepcional com alta durabilidade e previsibilidade clínica.

Intervenções cirúrgicas mínimas

Com o apoio de arquivos digitais em alta definição, os cirurgiões dentistas podem planejar um procedimento cirúrgico possibilitando um atendimento mais rápido, menos invasivo, com menor morbidade e um pós-operatório mais agradável.

A previsibilidade que ferramentas como softwares de planejamento permitem ao cirurgião, diminuem a necessidade de diversas intervenções cirúrgicas, e com isso diminuição da utilização expressiva de medicamentos analgésicos, auxiliando na recuperação do paciente.

Alto grau de precisão

A tecnologia presente nas soluções do fluxo de trabalho digital garante produtos cada vez mais precisos e bem planejados. A experiência do paciente com este tipo produto tem grandes chances de ser positiva, trazendo resultados previsíveis pelo fato da comunicação ser mais assertiva.

Ótimo custo-benefício

As soluções inovadoras podem aumentar o custo do tratamento, no entanto, o valor agregado e percebido é imediato.

A técnica empregada e os materiais utilizados resultam em produtos resistentes, com qualidade e de grande durabilidade. As facilidades propostas pela utilização dos produtos diminuem as etapas do fluxo de trabalho, reduzindo gastos tanto de material quanto atendimentos clínicos repetidos.

Inclusão e bem-estar

Os pacientes são os maiores beneficiários deste processo. Principalmente pelo fato da manufatura aditiva proporcionar um atendimento personalizado e individualizado. Independente da necessidade clínica, é possível projetar uma solução em CAD específica para o paciente. A tecnologia tem evoluído rapidamente para que os atendimentos possam prever todos os detalhes necessários para um atendimento de excelente qualidade. Todas estas vantagens visam o bem-estar dos pacientes, trazendo soluções mais eficientes e com menor morbidade.

Componentes

PEEK na Odontologia

O que é PEEK?

O PEEK (poliéter-éter-cetona) é um polímero (plástico), não absorvível e altamente biocompatível. Este polímero foi sintetizado pela primeira vez na década de 70 e desde então tem sido amplamente utilizado em cirurgias ortopédicas, em particular, em implantes de coluna.

Ganhou destaque na odontologia graças a propriedades muito atrativas como biocompatibilidade, deformação elástica, bom polimento superficial, coloração e compatibilidade com resinas odontológicas.

A Plenum utiliza PEEK na confecção de seu Cicatrizador, Componente Provisório e Componentes Digitais. Vamos entender um pouco mais sobre as propriedades que chamaram a nossa atenção e que vão fazer toda a diferença na sua prática clínica?

Deformação elástica

Deformação elástica ou transitória é a capacidade que um material tem de retornar a sua forma original após ser comprimido ou pressionado, é o fenômeno que observamos quando utilizamos uma mola, por exemplo.

Essa propriedade faz com que os componentes protéticos fabricados em PEEK tenham a capacidade de absorver os impactos das forças mastigatórias em si mesmos, reduzindo o estresse transferido para o implante e consequentemente para o osso peri-implantar.

Polimento superficial

Após o processo de usinagem, o PEEK apresenta um excelente polimento superficial.

Para os cicatrizadores, essa é uma característica muito interessante, uma vez que esse acabamento dificulta a adesão de microrganismos e consequentemente retarda a formação da placa bacteriana, resultando numa reparação tecidual com menor índice de inflamação local e maior conforto para o paciente.

Apecto estético

O PEEK tem coloração opaca, branco acizentado. Sua coloração favorece as reabilitações provisórias da região anterior, já que a cor não interfere na estratificação das camadas de resina durante a confecção dos provisórios.

Compatibilidade com resinas

Por ser um polímero, o PEEK é compatível com todas as resinas odontológicas disponíveis. Por isso, é possível individualizar os cicatrizadores e capturar as próteses provisórias com resinas compostas, convencionais ou fluidas e resinas acrílicas ou bisacrílicas.

Implantes

O implante dental é para sempre?

Osseointegração e seu impacto no implante

A reabilitação dental por meio da instalação de um implante é um procedimento muito previsível, mas assim como acontece com qualquer outro dispositivo médico, se os cuidados necessários não forem aplicados, o implante pode se perder precoce ou tardiamente.

As falhas precoces estão associadas a intercorrências que levam a perda do implante que acontecem antes da instalação da prótese e as falhas tardias, após.

As falhas precoces estão relacionadas a intercorrências que impedem os implantes de osseointegrarem. Entre os achados mais comuns estão a ausência de estabilidade primária, problemas de saúde sistêmicos e a sobrecarga oclusal, por isso a escolha do implante é uma etapa muito importante para o sucesso do tratamento reabilitador, e deve ser realizada com base nos princípios cirúrgicos e protéticos consagrados pela implantodontia moderna.

As falhas tardias, estão mais associadas a falhas no planejamento protético e infecções locais, como a peri-implantite, uma infecção local causada pelo acúmulo de cálculo ao redor dos implantes, e que se não identificada e tratada a tempo, pode levar a perda do implante.

Mas o que é osseointegração?

O fenômeno de osseointegração foi observado e descrito pela primeira vez por Per-Ingvar Brånemark em 1965.  O autor a definiu como “uma conexão direta, estrutural e funcional entre o osso vivo, ordenado, e a superfície de um implante submetido a carga funcional”.

Muitas pessoas confundem o conceito de estabilidade primária com a osseointegração. A estabilidade primária refere se a uma ancoragem mecânica, dada pela macrogeometria dos implantes, já a osseointegração é um processo ativo e biológico.

A definição de Brånemark deixa claro que a superfície do implante deve estar em íntimo contato com um osso vital e maduro (“osso vivo, ordenado…”), e isso só é possível de ser observado após o período de organização e maturação do tecido ósseo sobre a superfície do implante instalado. Esse tempo vária de acordo com as condições de saúde do paciente e com o tipo de superfície do implante escolhido.  Em pacientes saudáveis, os Implantes da Plenum, por exemplo, podem ser submetidos a carga funcional a partir do 60º dia, isso graças as características micro e nano estruturais presentes em sua superfície e obtidas através da impressão 3D.

Como garantir a longevidade da reabilitação com implantes dentais?

Para garantir a longevidade da reabilitação com implantes dentais é preciso que o planejamento do tratamento seja personalizado, ou seja, realizado de acordo com as necessidades individuais e condição de saúde de cada paciente. Sabe-se que o tabagismo e o diabetes são importantes fatores de risco e que podem aumentar a chance de o paciente vir a perder os implantes, por isso, estas condições devem ser consideradas no planejamento.

O procedimento de instalação deve ser realizado por profissional habilitado, em ambiente estéril, de acordo com as recomendações do fabricante, principalmente no que diz respeito a sequência de fresagem. O cirurgião também deve estar atento as condições ósseas locais e ao posicionamento tridimensional do implante para que a prótese possa ser confeccionada e instalada adequadamente.

Outro ponto importante, e muitas vezes negligenciado por profissionais e pacientes é o acompanhamento. É importante que os pacientes estejam cientes da necessidade das consultas de manutenção, onde o profissional poderá avaliar as condições da prótese instalada, do tecido peri-implantar e poderá intervir precocemente no caso de alguma intercorrência. Os problemas associados a implantes dentais raramente levam a dor, por isso, muitas vezes quando o paciente percebe que algo não está bem, há pouco ou quase nada que possa ser feito para evitar a perda do implante.

Membranas

Membranas Poliméricas Sintéticas e seu uso na odontologia

As membranas poliméricas sintéticas ao longo dos anos têm sido empregadas na área de Odontologia, principalmente com a abordagem terapêutica para regeneração óssea guiada. As principais indicações clínicas são para defeitos periodontais e peri-implantares, outros defeitos intraósseos como alvéolos dentários após extração e para reconstruções ósseas em associação com enxertos ósseos (autógeno, homógeno, heterógeno ou sintéticos), cujos defeitos ou regiões possuem estrutura óssea insuficiente para colocação de implante dentários. Assim, essas membranas funcionam como barreiras impedindo que os tecidos moles invadam (ou invaginem) nos locais a serem regenerados ou reconstruídos.

As membranas poliméricas sintéticas são biomateriais, as quais caracterizam-se por interagir com o organismo vivo sem induzir reações adversas no sítio de implantação ou sistemicamente.

Tipos de membranas sintéticas

As membranas poliméricas devem possuir alguns requisitos indispensáveis para agir como barreira física passiva: biocompatibilidade, propriedades oclusivas, capacidade de manutenção do espaço durante a neoformação óssea, integração tecidual e facilidade de uso. Sua função é promover a regeneração óssea de forma pre­visível, sem a presença de efeitos adversos, como por exemplo reação inflamatória crônica.

Elas podem ser absorvíveis (Plenum Guide) ou não absorvíveis. As não absorvíveis mantêm sua integridade estrutural e podem ser deixadas por muito tempo sobre os tecidos, na ausência de exposição na cavidade bucal. A desvantagem destas membranas é que requerem uma segunda intervenção cirúrgica para serem removidas. Porém, a previsibilidade de manutenção e suporte dos tecidos são fatores positivos destas membranas.

No entanto, as membranas absorvíveis mais utilizadas atualmente são compostas de colágeno de origem bovina ou porcina, ou seja, de origem heterógena. A Plenum Guide é uma membrana 100% sintética, composta de polidioxanona (PDO), altamente hidrofílica, ausência de “memória” e com excelentes propriedades mecânicas comparadas as membranas de colágeno. Além de membranas sintéticas, a Plenum possui em seu portfólio substituto ósseo sintético (biocerâmica bifásica), ou seja, nossos produtos são livres de qualquer tipo de contaminação cruzada, ausência de resposta imunogênica advindas de diferentes fontes de origem humana ou animal.

As maiores vantagens deste tipo de membrana são: manutenção do espaço favorecendo a osteopromoção, permitem uma vascularização precoce, são semipermeáveis a fluidos e nutrientes, e não há necessidade de uma segunda intervenção para a sua remoção.

Vantagens do uso das membranas sintéticas

Por se tratar de uma barreira, a qual recobre algum tipo de preenchimento intraósseo ou reconstrução óssea, as membranas poliméricas sintéticas permitem uma regeneração óssea confiável, previsível e formação óssea com segurança e eficácia.

No caso de instalação de implantes com a associação de enxertos ósseos e membranas, quando as  utilizadas sobre enxertos ósseos, as membranas sintéticas garantem uma ótima integração e preservação do volume ósseo a ser regenerado em longo prazo. Pois, a membrana sintética evita invaginação dos tecidos moles e auxilia na estabilidade do enxerto ósseo (autógeno, homógeno, heterógeno ou sintético).

Particulados

Substitutos ósseos sintéticos para regeneração tecidual

A busca incessante por inovação na área da saúde, no que concerne tanto inovações de processos tecnológicos quanto novas abordagens terapêuticas, têm resultado na rápida expansão do mercado de substituto ósseos sintéticos. Atualmente, os substitutos ósseos sintéticos têm ganhado maior destaque para abordagens terapêuticas em regeneração tecidual, principalmente em relação aos outros substitutos de enxertos ósseos (homógenos e heterógenos). Os sintéticos vêm crescendo à medida que exigências regulatórias aumentaram para o uso destes tipos enxertos. O mercado para os substitutos de enxertos ósseos sintéticos deve crescer a uma taxa anual de 20,2% até 2023.

Os enxertos ósseos são classificados de acordo com a sua origem, como autógenos, homógenos, heterógenos ou aloplásticos (sintéticos). Embora, os enxertos autógenos (tecido do próprio paciente) serem considerados pelos profissionais da saúde como “padrão-ouro”, muitas vezes o tecido para enxertia disponível é escasso, o procedimento é dispendioso e pode haver significativa morbidade local associada à dor, infecção e hematoma. Já os enxertos homógenos (enxerto da mesma espécie) e heterógenos (enxerto de outras espécies, como de origem bovina e suína) podem apresentar a possibilidade de transmissão de doenças infectocontagiosas e uma resposta imunológica mais pronunciada, além de levantar questões éticas e religiosas. Contudo, essas limitações ressaltam cada vez mais a necessidade de desenvolvimento de novos biomateriais sintéticos para suprir a crescente demanda do mercado, visto que, este tipo de biomaterial atende a todas as desvantagens dos tipos de enxertos relacionados acima.

Mas o que são biomateriais sintéticos?

Entende-se por biomaterial sintético qualquer substância ou combinação de substâncias produzidas em laboratório, que não sejam drogas ou fármacos, as quais interagem diretamente com sistemas biológicos. Os biomateriais sintéticos utilizados como enxertos ou substitutos do tecido ósseo devem possuir características específicas como biocompatibilidade, bioatividade, degradabilidade/reabsorção e osteocondução (capacidade de agir como transportador/guia para as células ósseas (osteoblastos) migrarem até o local a ser reparado. Um dos maiores desafios atuais da engenharia tecidual é o desenvolvimento de biomateriais de qualidade em escala industrial, e tudo indica que o segredo para o sucesso nesse cenário é a inovação.

Existem diversos tipos de biomateriais, substitutos ósseos sintéticos, já comercializados, eles variam não somente quanto a origem, como também quanto a composição química (metálicos, cerâmicos ou poliméricos) e a forma de apresentação (blocos, grânulos, injetáveis, esponjas porosas e outros). Os biomateriais a base de biocerâmicas se destacam como substitutos sintéticos devido à semelhança estrutural a porção inorgânica do osso humano, além das excelentes propriedades biológicas e físico-químicas. Além destes enxertos aloplásticos apresentarem vantagens da não necessidade de um local/tecido doador, ampla oferta, e inexistência do risco de transmissão de doenças infectocontagiosas.

Os principais biomateriais cerâmicos usados para enxertia óssea são a hidroxiapatita (HA) e o b-fosfato de tricálcio (b-TCP). São largamente empregados na ortopedia e odontologia em reconstrução ou regeneração de defeitos ósseos. Eles exercem a função de matriz tanto para o aumento de volume e reconstrução do tecido ósseo quanto para a manutenção do espaço do defeito, e gradualmente são substituídos pelo osso neoformado.

As novas tecnologias em favor de produção de biomateriais cerâmicos sintéticos tornaram possível controlar o tamanho dos poros, a porosidade e a geometria, fabricando modelos porosos com alta precisão. A porosidade é fundamental para o crescimento do tecido ósseo e exerce influência sobre a taxa de reabsorção da cerâmica. Quanto melhor a reabsorção, melhor a integração do enxerto ao leito receptor.

E como são feitos os biomateriais sintéticos Plenum?

Os profissionais Plenum utilizam o Design Thinking como abordagem para criação de soluções inovadoras no planejamento e desenvolvimento, buscando sempre conciliar criatividade, qualidade e alta tecnologia.


Membranas Particulados

Biomateriais na implantodontia: um caso de sucesso

 

Atualmente, com os avanços nas pesquisas e o desenvolvimento tecnológico de materiais sintéticos, o procedimento para a instalação de implantes dentários tem sido cada vez mais seguro e bem-sucedido. Os biomateriais são agem no organismo, substituindo ou sendo incorporados ao tecido ou órgão a ser regenerado/reconstruído.

Com o uso de biomateriais sintéticos na implantodontia, o tratamento pode ser feito em único procedimento cirúrgico com tempo reduzido, com menos dor (morbidade) e menor incidência de complicações pós-operatórias.

O uso de biomateriais particulados na Implantodontia

Os substitutos ósseos sintéticos, amplamente conhecido na Odontologia como biomateriais particulados, podem ser usados para preenchimento de defeitos ósseos, reconstrução da altura e espessura da mandíbula ou maxila, levantamento de seio maxilar, possibilitando uma instalação do implante dentário segura e eficaz, devolvendo ao paciente a função mastigatória e a estética do sorriso.

É importante observar que os biomateriais são poderosos adjuvantes no processo de neoformação óssea, mas não são os únicos responsáveis, de tal modo que, o processo reparação óssea se dá por um processo fisiológico único, que pode variar muito de pessoa para pessoa. Aliás, a própria qualidade do tecido ósseo que se formará vai variar conforme o tipo de biomaterial escolhido, as condições de saúde do paciente e da habilidade cirúrgica do implantodontista.

Assim, para aumentarmos os índices de sucesso do procedimento, devemos escolher um biomaterial que não induza resposta imunológica antígeno-anticorpo, não seja citotóxico ou carcinogênico, não impeça o fluxo sanguíneo e de nutrientes, e não leve a uma resposta inflamatória aguda intensa ou crônica. A demanda por biomateriais que agreguem essas características cresce de forma significativa a cada ano, principalmente os biomateriais de origem sintética.

Embora os enxertos autógenos (enxerto do próprio indivíduo) serem considerados o padrão “ouro” para enxertia óssea, estes enxertos apresentam certos inconvenientes como: intervenção cirúrgica em uma área doadora sadia; maior período de recuperação; maior susceptibilidade a infecções; e reabsorção progressiva e constante do enxerto ao longo do tempo. Dessa forma, a utilização do material sintético pode viabilizar um procedimento mais rápido e, ainda assim, com bom resultado para a instalação do implante.

Tipos de biomateriais na implantodontia

Várias são as classificações dos biomateriais utilizados na Implantodontia. De acordo com a compatibilidade que apresentam com os tecidos adjacentes, podem ser:

  • Biotolerados: caracterizam-se pela presença de tecido conjuntivo fibroso entre o implante e o tecido ósseo. Praticamente todos os polímeros sintéticos não absorvíveis e a grande maioria dos metais se enquadram nesta categoria.
  • Bioinertes: caracterizam-se por uma neoformação tecidual de contato com produto (implante). No entanto, não ocorre nenhuma reação química entre o tecido e o implante. Os implantes dentários são considerados bioinertes (osseointegração implante/tecido ósseo). Exemplos: alumina, zircônia, titânio, tântalo, nióbio e carbono.
  • Bioativos: caracterizam-se por promover uma reação fisico-química entre o implante e o leito recpetor, principalmente trocas iônicas entre o produto e interface com leito receptor (plasma sanguíneo e tecidos adjacentes) interferindo diretamente na osteogênese. Os principais materiais desta classe são as biocerâmica como: fosfatos de cálcio (hidroxiapatita e β-TCP) e vidro bioativos. – Subclasse: os absorvíveis, os quais caracterizam-se por, após em contato com os tecidos serem degradados por hidrólise ou ação enzimática, solubilizados ou fagocitados pelo organismo. Exemplos: produtos a base de polímero natural (colágeno, quitosana, ácido hialurônico entre outros), polímeros sintéticos [PLLA (poli-L-ácido láctico), PLGA (ácido poli(lático-co-glicólico), PDO (polidioxanona)] e biocerâmica (fosfato tricálcico (TCP), outras fases de fosfato de cálcio e vidros bioativos).

Classificação em relação à origem, podem ser:

  • Autógenos: obtidos de áreas doadoras do próprio indivíduo;
  • Homogêneos: obtidos de indivíduos de espécie semelhante ao receptor (por meio de banco de ossos, por exemplo);
  • Heterógenos: obtidos de indivíduos de espécies diferentes do receptor, sendo o mais comum a fonte bovina, suína ou equina;
  • Sintéticos ou aloplásticos: podem ser metálicos, cerâmicos ou poliméricos.